Quinta feira, 11/2 na casa da 7 a arte
ANOS 50 – O CINEMA A MEIO DO CAMINHO
Se o final da década de cinquenta foi o momento em que a “modernidade” mais percep‑ tivelmente explodiu, na Europa com a “nouvelle vague”, nos EUA com a chegada de um cineasta como John Cassavetes, a que logo se seguiu, a partir do princípio dos anos sessenta, o efeito multiplicador criado pela profusão de “cinemas novos” um pouco por todo o mundo, a verdade é que essa terá sido uma das décadas em que, desde o princípio, o cinema mais se transformou. Com uma nova paisagem social e cultural saída da Segunda Guerra, afastada definitivamente aquela “inocência” que ainda duas décadas antes, era possível associar ao cinema (e sobretudo ao cinema de grande espetáculo, como o de Hollywood, “fábrica de sonhos”), o cinema clássico, embora ainda pujante, começa a viver em tensão, uma tensão “interna” mas também “externa” à medida que outras formas de fazer filmes (no que toca ao modo de produção como no que toca à própria natureza fílmica) se vão impondo. O re‑ sultado foi uma década onde se sucederam os filmes estranhos e inclassificáveis, muitas vezes realizados ainda dentro do sistema clássico de produção mas frequentemente apontando, já, para outro tipo de linguagem, de referências ou de universos. Neste Ciclo navegaremos por esse oceano dos anos cinquenta, ou por uma parte dele.
Se o final da década de cinquenta foi o momento em que a “modernidade” mais percep‑ tivelmente explodiu, na Europa com a “nouvelle vague”, nos EUA com a chegada de um cineasta como John Cassavetes, a que logo se seguiu, a partir do princípio dos anos sessenta, o efeito multiplicador criado pela profusão de “cinemas novos” um pouco por todo o mundo, a verdade é que essa terá sido uma das décadas em que, desde o princípio, o cinema mais se transformou. Com uma nova paisagem social e cultural saída da Segunda Guerra, afastada definitivamente aquela “inocência” que ainda duas décadas antes, era possível associar ao cinema (e sobretudo ao cinema de grande espetáculo, como o de Hollywood, “fábrica de sonhos”), o cinema clássico, embora ainda pujante, começa a viver em tensão, uma tensão “interna” mas também “externa” à medida que outras formas de fazer filmes (no que toca ao modo de produção como no que toca à própria natureza fílmica) se vão impondo. O re‑ sultado foi uma década onde se sucederam os filmes estranhos e inclassificáveis, muitas vezes realizados ainda dentro do sistema clássico de produção mas frequentemente apontando, já, para outro tipo de linguagem, de referências ou de universos. Neste Ciclo navegaremos por esse oceano dos anos cinquenta, ou por uma parte dele.
- Salt of the Earth
11-02-2016 | 15h30
Sala M. Félix Ribeiro - Iwashigumo
11-02-2016 | 18h30
Sala Luís de Pina - The Red Badge of Courage
11-02-2016 | 19h00
Sala M. Félix Ribeiro - Sweet Smell of Success
11-02-2016 | 21h30
Sala M. Félix Ribeiro


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